sexta-feira, 10 de julho de 2020

A LIDERANÇA ÉTICA NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES - Edgar Cajiza



A LIDERANÇA ÉTICA NA GESTÃO DAS
ORGANIZAÇÕES
Msc, Edgar Cajiza, sociólogo, tec. RH-Belas

Para os líderes:
1. A liderança é uma forma de infuenciação que não necessita do uso da força, nem a física e nem a psicológica (Barracho, 2012). A infuuncia na liderança acontece quando os outros te aceitam e só és aceite quando causas impacto positivo, quando os outros entendem e gostam do que fazes.
Todo bom líder, ocupa um lugar especial na mente das pessoas que o circundam, por isso, o líder é importante para os outros por dois motivos:
- Contribui na felicidade dos outros, porque se preocupa com o trabalhador e ajuda-o; e
- Motiva os seus colaboradores, isto é, elogia e presenteia.

2. O líder deve capacitar e promover o desempenho dos funcionários.
O fim último da liderança é provocar na mente do colaborador a vontade de exercer a sua tarefa, provocar no colaborador as competuncias necessárias para um exercício mais efciente da tarefa. O líder ajuda, instrui, não passa a vida a criticar. Ser líder, é criar novos líderes e não criar seguidores, ou fãs (Maxwell 2009).

3. O sucesso da liderança, o sucesso do teu trabalho, está fora de ti, vê-se nos resultados obtidos, na satisfação dos outros pelo serviço prestado, nos olhos dos funcionários e no ambiente que crias na tua instituição.

4. Uma boa liderança é ética. O líder ético se esforça para esquecer seus interesses e se dedica aos outros. Uma liderança ética é uma vontade de tornar o local de trabalho num lugar melhor (Cortella e Filho 2014).

5. Um líder bom, é exemplar, sabe fazer e faz. Bons líderes são raros, mas os que o são, são admirados e servem de espelho (Decreto 33/91 de 26 de Julho, artº 1, ponto 6; Mateus 5:13,14).


Referências
Bíblia Sagrada
Barracho, C. (2012). Liderança em Contexto Organizacional. Lisboa: Escolar Editora.
Cortella, Mário Sérgio, Filho, (2014). Clóvis de Barros Ética e vergonha na cara! Campinas, SP: Papirus
7 Mares – (Coleção Papirus Debates)
Decreto Presidencial 33/91 de 26 de Julho
Maxwell, J. (2009). Capacitar 101. Lisboa: SmartBook.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

POESIAS PARA ENGRANDECER

INFIDELIDADE*

A infidelidade é enérgica

A infidelidade é um desvio, um desvio sinérgico
A infidelidade é um desencontro de duas almas
Unidas por um contrato social, por uma tentativa de eternidade

A infidelidade é uma negação

Uma acção pensada, desejada e vivida com emoção
A infidelidade é a rejeição de um passado

É desvalorização de uma vida juntos que se torna insignificante
Ao agir assim, apagamos um passado, um contrato
Ainda que seja por instantes, afirmamos o desvalor do outro
A energia da infidelidade, está no prazer do momento
A alegria da infidelidade está no deleite deste agora
Um novo gozo, uma nova fonte de paixão

Um encontro que não deve ser desprezado ou deixado no chão
Um novo brilho, ainda que por instantes atiça o ser

A infidelidade não é vã
A infidelidade é fonte de alguma coisa
Mas este novo encontro é desencontro
Desencontro com o passado
Há um outro sentimento sacrificado
Um lado abaixado, minimizado e ofendido
A infidelidade é também tristeza
Quem a dá vida, vive entre os dois lados
Quem é esquecido é entristecido
A infidelidade entristece uma paixão
Um amor um dia levantado, hoje apequenado
O desprazer da infidelidade se encontra no outro

O outro que se vê traído

Um outro que vê seu nome apagado ainda que por instantes
Sua existência zerada e seus momentos vividos desprezados

Assim, a infidelidade é dissociativa
A infidelidade se faz desnecessária e redutiva
Assim, a infidelidade é medíocre pois mente
A mente esquece, ou se faz esquecer
É pura coisa de não gente, pois não sente
Sente, sim sente, o domínio de um novo chi-coração quente
Mas não reconhece, o abatimento de outro ente
Entre o prazer e o desprazer do agora
Elege o prazer e no outro causa ranger


 * In Minha visão! Minha filosofia de vida: Poesias para engrandecer, Edgar S. Cajiza

Leia o livro completo em https://drive.google.com/file/d/1PLzqfeNACXi-w2-0d3het7rNBpJmydOr/view?usp=sharing

terça-feira, 19 de novembro de 2019

dotação orçamental

O que é a dotação orçamental?

É renda separada no Orçamento geral anual destinada à manutenção dos institutos, ou instituições orçamentados.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A POSIÇÃO E OS DESAFIO DA MULHER NA SOCIEDADE ANGOLANA


A POSIÇÃO E OS DESAFIO DA MULHER NA SOCIEDADE ANGOLANA:
Breve reflexão com Edgar Cajiza, 8 de Março de 2017
 


            A mulher representa o lado progressivo da sociedade. É o coroar da luta pela igualdade, reposição da legalidade natural e verdade. Uma das maiores mentiras do mundo é que a mulher é um ser inferior ao homem.
            A Constituição da República de Angola (artsº 22 e 23), trata a mulher de igual modo ao homem e tem uma perspectiva cujo objectivo é mostrar que, do ponto de vista funcional, tanto o homem como a mulher se deverão diferenciar, principalmente, pelos seus afazeres, criando uma sociedade que oferece as mesmas condições para ambos, igualdade de oportunidades sem descriminação.

domingo, 12 de agosto de 2018

O ABANDONO DO ESTADO COMO A CAUSA E MOTIVAÇÃO PARA A DELINQUÊNCIA E O CRIME EM ANGOLA


O ABANDONO DO ESTADO COMO A CAUSA E MOTIVAÇÃO PARA A DELINQUÊNCIA E O CRIME EM ANGOLA

Edgar Cajiza[1]

RESUMO

O presente artigo teve como objectivo reflectir sobre o abandono do estudo como a causa e motivação para a delinquência e o crime em Angola. É uma reflexão em torno do estado do crime no país, suas raízes e soluções. A reflexão foi desenvolvida apenas tendo como base a observação da dialéctica social e revisão da literatura da mais variada possível sobre os vários assuntos em pauta. Desta feita, estamos perante uma pesquisa bibliográfica e teórica baseada na literatura sobre a delinquência, o crime e teoricamente assente nos lampejos sobre coesão e solidariedade definidos por Émile Durkheim. O estudo apresenta à guisa de conclusão, primeiro a aproximação do Estado à população, como uma nova forma de inclusão social e gestão estratégica da sociedade e o apoderamento das famílias como os caminhos mais indicados para o melhoramento da realidade social no país e desenvolvimento económico e social.


Ler mais emhttps://docs.google.com/document/d/155ZodLT0cw7yT1HYRKvc1UhTyWVxsUAU/edit?usp=drive_link&ouid=105391151549016871297&rtpof=true&sd=true
                                                                        
2018


[1] Sociólogo e mestrando em Gestão de Recursos Humanos.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Guião de entrevistas



Exemplo de um guião de entrevistas
                                                 
O guião é o caminho a ser seguido pelo entrevistador. Diferente do questionário, o entrevistador tem o guião apenas como orientador, pelo que, algumas vezes, ao longo da entrevista ele pode não seguir a ordem das questões, mas sabe que não pode sair da ordem determinada pelo guião, que são as questões e estas reflectem os objectivos e quadro teórico do trabalho. O nome das pessoas, geralmente não são citados, há duas vias, ou cria-se um nome fictício (com o conhecimento do entrevistado) ou deixa-se assim mesmo no anónimo.
Tem três partes.

1ª parte – introdução e explicação aos entrevistados do objectivo do estudo e outras questões que achar necessário.

2ª parte – identificação do entrevistado, com as variáveis sociodemográficas do mesmo.

3ª parte – o corpo do guião que começa com as variáveis sociodemográficas e a seguir as perguntas. As perguntas costumam ser abertas, pois, precisa-se ouvir o entrevistado, os seus sentimentos sobre o assunto, contudo deve estar atento por causa do tempo e interromper, se necessário, quando achar que o essencial foi dito.

EXEMPLO do trabalho de Cajiza sobre As crianças acusadas de feiticeiras (2012)


Guião de entrevista

Olá, tudo bem? Olha eu sou o Edgar, sou estudante e estou aqui para falar contigo porque estou a fazer um estudo sobre as crianças acusadas de feiticeiras. Sei que passaste por isso, então gostaria que me ajudasses respondendo as perguntas que farei. Não te preocupes, não me precisa dizer o teu nome e não vou levar este estudo à tua família, nem à polícia e nem a mais ninguém, é mesmo só da escola. Espero a tua colaboração.

Identificação do Entrevistado
- Sexo
- Idade
- Nível académico
- Naturalidade

Perguntas
1 – Antes de vir para cá onde e com quem é que vivia?
2 – Quantos eram em casa e como era a casa (quantos quartos, energia, água potável)?
3 – O que é que os pais (responsáveis) faziam na vida (trabalhavam, estudavam)?
4 – Antes de vir para o centro estudavas? Se sim, onde e que classe? Se não, por
quê?
5 – Os teus amigos se aperceberam que foste acusado de feiticeira? Como é que o tratavam, desprezavam, insultavam?
6 – Conta um pouco sobre como é que o tratavam em casa antes de o acusarem de feiticeira. Como era a relação com os pais (responsáveis) e outros membros da família?
7 - Quem o acusou de feiticeira? Pode falar um pouco sobre como foi isso (o contexto da acusação)?
8 – O que aconteceu depois? O que é que os pais (responsáveis) fizeram depois de o acusarem de feiticeira?
9 – Depois de tudo isso acontecer, fugiste de casa, para ficar na rua e se juntar a outros grupos fora de casa?
10 – Acha ser verdadeira a acusação que te fizeram? Por quê?
11 – O que acha das pessoas que o consideram feiticeira? Como é que os vês?
12 – Acha que o problema da acusação já passou?
13 – Como veio parar neste Centro de Acolhimento e como se sente neste lugar?
14 – Sente vontade de voltar em casa e viver com a família?
15 – Costuma receber visita dos familiares ou amigos? O que é que eles dizem?
16 – O que gostaria de ser no futuro?

Muito obrigado